Tratamentos para infertilidade: técnicas de baixa complexidade

Para um em cada seis casais brasileiros, a infertilidade acaba se tornando um pesadelo. Mas, a boa notícia, é que na maior parte dos casos, a dificuldade de concepção tem solução – seja por meio de tratamentos clínicos ou cirúrgicos ou por técnicas de reprodução assistida. É sobre isso que vou falar no post de hoje.

Os tratamentos de baixa complexidade, como o Coito Programado e Inseminação Intrauterina (IIU) são uma boa opção em casos de alterações hormonais leves e quando a paciente tem as trompas pérvias e o útero funcionando normalmente.

 O coito programado é indicado para casais com menos de três anos de infertilidade com diagnóstico de esterilidade sem causa aparente ou apenas alteração ovulatória e sem alteração da parte masculina. Pode ser uma boa alternativa também para mulheres com endometriose mínima e leve.

 Nos primeiros dias de seu ciclo menstrual, a mulher é submetida a medicamentos que irão estimular a ovulação. O acompanhamento é realizado com US transvaginal, para verificar o desenvolvimento dos folículos (no máximo deverá ter três folículos maiores que 15 mm), quando pelo menos um folículo atingir 20 mm, a mulher é submetida a uma injeção que simula a ovulação. Após esse período, o casal deverá ter relações entre 24h e 36h desta medicação.

Já na Inseminação Intrauterina, a paciente é submetida à estimulação da ovulação assim como no tratamento anterior. A diferença é que, ao invés de tentar engravidar naturalmente, o sêmen é colhido via masturbação e é submetido a um preparo em que apenas os espermatozoides móveis e progressivos são selecionados.

 Essa técnica é indicada para a infertilidade sem causa aparente, graus leves de endometriose ou alguma alteração na qualidade e motilidade dos espermatozoides. No próximo post da série, eu falo sobre os tratamentos de alta complexidade. Até lá!

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