Os riscos de uma gravidez tardia

Olá, meninas! Escutar o relógio biológico pode ser ainda mais difícil nos dias atuais, quando os sinais de envelhecimento aparecem mais tarde. Tratamentos estéticos e a preocupação com a boa forma – refletidos em exercícios físicos, cuidados com a alimentação e com a saúde – tornam o tique-taque biológico inaudível. Neste post, vou falar sobre os riscos da gravidez tardia e o momento certo para buscar a reprodução assistida. Confira! 

Chances de gravidez natural

Mesmo após os 40 anos, a maioria dos casais alcançará uma gravidez de forma natural. No entanto, não se pode negar a queda nas taxas de fertilidade. A orientação da Organização Mundial de Saúde para quem está nessa faixa etária é clara: após 6 meses de tentativa, se o casal não engravidar, deve procurar um especialista.

Aborto

Noventa por cento das causas de abortamento têm origem cromossômica. Ou seja, o óvulo fertilizado não era normal. As taxas de abortamento são maiores por questões biológicas, da natureza. Isso porque as taxas de alterações cromossômicas do óvulo aumentam com a idade. Aos 30 anos, de cada dez embriões formados, 50% deles terão alterações cromossômicas que vão gerar modificações nos embriões. Aos 37 anos, a porcentagem aumenta para 65% e aos 42, chega a 95%. 

Síndromes

Apesar de muito pequena, a chance de uma mulher de 39 anos gerar uma criança com síndrome é maior que a de uma de 25, por exemplo. Além dos problemas de saúde da mãe, as crianças estão mais sujeitas a sofrer de síndromes causadas por alterações cromossômicas nos óvulos. A mais frequente é a síndrome de Down, que causa deficiência mental e problemas cardíacos.

Para cada 1.000 mulheres de 30 anos que têm um filho, uma terá uma criança com Down. Aos 40 anos, a incidência sobe para uma em cada 100 nascimentos. Esse tipo de alteração é a que menos preocupa os médicos, porque é grande o número de mulheres a partir dessa idade que recorre a óvulos de doadoras com menos de 35 anos, idade-limite estabelecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para doar.

É importante lembrar que a gravidez muito precoce, antes dos 15 anos, também é considerada fator de risco. Nesse período, a mulher ainda está em fase de crescimento, desse modo, além de as taxas de abortamento serem maiores, há o risco de anemia, de parto prematuro e de influência no crescimento fetal.

Menstruação tardia

Não faz diferença nenhuma menstruar mais cedo ou mais tarde. A perda de óvulos é um processo contínuo no organismo feminino, mesmo quando a mulher está grávida. O feto feminino, por volta do 5º mês, possui o número máximo de óvulos que terá durante a sua vida, entre 6 a 7 milhões de óvulos. No início da puberdade, esse número cai para 500 mil. 

Reprodução assistida

Após os 40 anos, as chances de engravidar diminuem – isso é fato! À medida que a mulher envelhece, os óvulos se tornam mais difíceis de serem fertilizados. A fertilidade diminui com a idade, sendo que a partir dos 37 anos, essa redução segue um ritmo mais acelerado, tanto que aos 42 anos a chance de gravidez espontânea é de apenas 5%. 

Segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, as chances de sucesso em uma fertilização in vitro com óvulo próprio após os 43 anos são inferiores a 5%. Se você tem mais de 40 anos e está tentando engravidar há mais de 6 meses, não perca tempo e procure um especialista em reprodução assistida e peça orientações

Até breve! 

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