Insuficiência Istmo-Cervical pode causar aborto e encurtamento do colo uterino

A Insuficiência Istmo-Cervical é responsável por 35% das perdas gestacionais.As causas são congênitas ou adquiridas. Dentre as congênitas estão as má-formações uterina (por exemplo: útero bicorno). Conização (retirada de uma parte do colo uterino) e parto fórceps estão entre as causas adquiridas. 

Geralmente, o diagnóstico é realizado durante a gravidez, quando a mulher começa a apresentar diminuição do colo do útero (visualizado através de ultrassonografia transvaginal - onde se faz a medida do canal cervical que deve estar em torno de 30mm), ou devido devido ao histórico de abortos tardios. 

Cerclagem e Pessário. 

Se a doença for diagnosticada precocemente, o aborto e o parto prematuro podem ser evitados por meio de técnicas simples como a cerclagem e o pessário, ambas utilizadas para fechar o colo do útero e impedir que a paciente entre em trabalho de parto. 

Na cerclagem, o colo de útero da paciente é fechado artificialmente por meio de uma microcirurgia feita no hospital e com anestesia. Os pontos são retirados por volta da 37º semana, para que a paciente entre em trabalho de parto naturalmente. Esse procedimento é indicado apenas até a 16º semana.
Outra opção é o pessário, dispositivo de silicone que é introduzido para “tampar” o colo uterino. Ele fecha o canal cervical e evita o encurtamento de colo de útero e, por consequência, o parto prematuro. O procedimento é feito em consultório, sem a necessidade de anestesia. 
Os dois tratamentos devem ser combinados com o uso de progesterona e repouso absoluto. 
 

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