Gravidez ectópica: um fator frequente para portadoras de endometriose

Olá. Hoje vou falar sobre a gravidez ectópica, muito frequente em mulheres com endometriose.

Em um processo de concepção normal, o óvulo é fecundado pelo espermatozoide nas trompas e se desloca para a cavidade uterina, fixando-se no endométrio. Nesse tipo de patologia, esse zigoto (óvulo fecundado) se fixa e se desenvolve fora do útero, geralmente em uma das tubas uterinas.

Estudos comprovam que portadoras de endometriose têm três vezes mais chances de possuir uma gestação ectópica do que mulheres saudáveis. Mulheres que apresentem algum tipo de infecção uterina, clamídia ou outras DST’s também são mais vulneráveis à implantação fora do útero.    No primeiro caso, o acúmulo de tecido do endométrio nas trompas, por exemplo, dificulta o trajeto até o útero e favorece o alojamento do zigoto nessa cavidade.

As trompas uterinas não possuem condições favoráveis para que a gravidez se desenvolva de forma saudável. Em alguns casos, a concepção não continua naturalmente e a mulher sofre um aborto tubário. Em outros, se não apresentar indicação para tratamento clínico com o metotrexate, a paciente será submetida a cirurgia para retirada de tubas ou realização de abertura de tuba para retirada de gestação ectopica.

O diagnóstico de uma gestação anormal é difícil, já que geralmente, a mulher possui todos os sintomas de uma gravidez comum. Alguns indícios importantes de uma gravidez tubária são: cólicas intensas em um dos lados do abdômen e sangramento persistente. Se houver suspeita dessa patologia, o médico deverá acompanhar os níveis de HCG da paciente e submetê-la a um ultrassom.

* É importante que o diagnóstico aconteça no início para evitar que o feto se desenvolva, o que pode causar uma ruptura das trompas e hemorragia interna.Por isso, caso você tenha endometriose e apresente algum dos sintomas acima, procure um ginecologista imediatamente.

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