Entenda a relação entre adenomiose e infertilidade

Cólicas excessivas e incapacitantes e ciclos menstruais irregulares podem indicar problemas de saúde. Além da endometriose, é preciso ficar atenta também a outras doenças uterinas, como a adenomiose. Apesar de pouco conhecida, essa patologia atinge 20% das mulheres em idade reprodutiva e pode ser uma causa importante para a infertilidade feminina.
Diferentemente da endometriose, em que o endométrio se aloja em outros órgãos abdominais, na adenomiose a parte do endométrio se volta para o miométrio, parte muscular do útero, responsável pelas contrações do parto. No momento da menstruação, essa região inflama e sangra, prejudicando a qualidade de vida e até dificultando a gravidez. 
As manifestações clínicas dessa doença são cólicas menstruais de forte intensidade e fluxo menstrual aumentado, sendo que muitas pacientes relatam sentir cólicas intensas seguidas de saída de coágulos, além de dor na relação e pressão dor baixo ventre.
Embora uma associação entre adenomiose e infertilidade não tenha sido totalmente estabelecida, estudos recentes sugerem que essa patologia tem impacto negativo na fertilidade feminina e que o tratamento do problema pode melhorar as taxas de concepção.
Isso acontece porque o miométrio - responsável pela atividade peristáltica uterina (isto é, de contração uterina) - apresenta papel importante no transporte dos espermatozoides, na implantação do embrião e na menstruação. As alterações funcionais e estruturais decorrentes da doença parecem estar relacionadas com a falha na fixação embrionária e consequente piora nas taxas de fertilização in vitro, aumentando as chances de abortos espontâneos.
Caso a paciente apresente algum dos sintomas mencionados, ou mesmo dificuldade na concepção, é importante procurar um especialista para a realização do diagnóstico correto.
 

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