Congelamento de óvulos é recomendado para preservação da fertilidade

Na década de 60, a idade considerada ideal para a concepção era entre os 18 e 25 anos. Nos dias de hoje, com o avanço das técnicas de medicina reprodutiva é possível adiar a maternidade e planejar uma gestação saudável após os 35 anos de idade. A criopreservação de oócitos, mais conhecida como congelamento de óvulos é um dos métodos desse segmento que possibilita a gravidez já em faixas etárias mais avançadas.

O procedimento foi reconhecido como não experimental em 2012 pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva e já pode ser praticado em todo o país. Essa técnica é indicada para mulheres por volta dos 30 anos, com ou sem parceiro que pretendem engravidar posteriormente, para pacientes que terão que se submeter à quimioterapia ou radioterapia ou para mulheres que tenham adquirido um excesso de óvulos em um tratamento de fertilização.

A queda da reserva ovariana e a má qualidade dos óvulos produzidos são os principais fatores que dificultam a gravidez a partir dos 30 anos. A criopreservação é uma opção para conservar óvulos de melhor qualidade e facilitar a concepção. As mulheres que realizam a preservação da fertilidade têm menor chance de aneuploidia, menor chance de abortamento e maior chance de sucesso se utilizar os seus óvulos congelados (com idade até 35 anos) do que realizar tratamento de FIV em idade avançada, após os 37 anos, por exemplo.

Portanto, é imprescindível que esse tratamento seja conversado e proposto pelo ginecologista durante as consultas de rotina. Para que assim, seja feita uma avaliação e indicação do procedimento mais adequado. 

 

 

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