Parte II: Você conhece mesmo a pílula do dia seguinte?

No texto passado falei um pouco sobre as dúvidas referentes à pílula do dia seguinte ou PDS. Hoje continuo a série respondendo algumas das perguntas mais frequentes.

Gravidez ectópica

Aparentemente, a PDS pode contribuir para a gravidez ectópica, pois a pílula diminui o movimento natural das trompas. Essa ação é responsável por enviar o óvulo fecundado ao útero para se desenvolver, porém, se as trompas não se movimentam, o óvulo pode ficar parado. Caso o feto se desenvolva no lugar errado, as trompas podem se romper causando uma hemorragia. No entanto, é bom lembrar que a causa mais comum de gravidez ectópica é a alteração na trompa devido a infecções e inflamações pélvicas.

O bebê pode nascer com sequelas?

Como qualquer outro método contraceptivo, a pílula do dia seguinte também não é 100% segura. Mas se a mulher engravidar mesmo depois de ter ingerido a pílula, não há riscos para o bebê, pois não há evidências científicas de que a pílula tenha efeitos depois da fecundação, resultando em aborto ou anomalias fetais. Mas vale lembrar que o bebê não corre nenhum risco apenas se o óvulo conseguir se deslocar para o útero.

Contraindicações

Mulheres que tenham histórico de trombose devem tomar cuidado na hora de tomar a pílula do dia seguinte. Na verdade, todas as contraindicações da pílula anticoncepcional servem, também, para a do dia seguinte. Caso a mulher passe mal ao ingerir a pílula, é recomendado que ela vá imediatamente ao médico, pois é essencial ser cuidadosa perante esse método. 

 

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