Azoospermia: uma das causas da infertilidade masculina

Olá meninas, tudo bem? Quando o casal demora mais de um ano para engravidar é preciso investigar e realizar exames para detectar se o problema é do homem, da mulher ou de ambos. Neste post vou falar sobre uma das causas da infertilidade masculina, a azoospermia.

De uma forma geral, os homens protelam a ida ao médico e são resistentes à ideia de realizar exames. Mas, a infertilidade masculina é tão recorrente quanto à feminina. Por isso, é importante se informar e consultar um especialista.

A ausência de espermatozoides no sêmen caracteriza a azoospermia. O diagnóstico é feito através do espermograma, exame que analisa as condições físicas e a composição do líquido seminal, ou seja, a quantidade e qualidade dos espermatozoides.

Existem, basicamente, dois tipos de azoospermia:

 Obstrutiva: esse tipo de azoospermia é de ótimo prognóstico, pois o problema não está relacionado à produção, mas sim à obstrução do canal (ducto deferente) por onde sai o sêmen. As principais causas são: infecções genitais, cuja reação inflamatória leva ao fechamento dos canais condutores do sêmen, fibrose cística, doença transmitida geneticamente que leva o homem a nascer sem os canais deferentes e vasectomia, a causa mais comum de azoospermia obstrutiva e é reversível por meio de cirurgia.

– Não Obstrutiva: Nesse tipo de azoospermia, tanto pode haver uma produção mínima de espermatozoides incapaz de sair pela ejaculação, quanto, realmente, ausência completa de fabricação. Nesses casos, as causas genéticas sempre devem ser procuradas, por meio de pesquisa de cariótipo e Microdelação Cromossomo Y.

Cerca de 15% dos homens com azoospermia, por falta de produção, apresentarão alguma alteração genética. A Síndrome de Klinefelter é o diagnóstico genético mais comum associado à azoospermia. A criptorquidia (quando um ou os dois testículos não descem para a bolsa testicular) também está relacionada a uma baixa produção de espermatozoides, podendo, inclusive, levar à azoospermia.

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